Uma reunião entre vereadores, representantes do Ministério Público, Companhia de Habitação (Cohab) e Secretaria Municipal de Ação com membros da nova diretoria da Sanepar definiu, ontem à tarde, que a empresa de saneamento terá mais tolerância com famílias com contas atrasadas, que não terão a água cortada nem serão excluídas do cadastro da tarifa social. O objetivo da reunião, no Fórum de Londrina, era discutir a tarifa social, taxa diferenciada oferecida pela empresa a moradores com poucos recursos para pagar as contas de água e esgoto.
Segundo dados da Cohab, 2.500 famílias londrinenses moram em áreas irregulares, como fundos vale e assentamentos, onde as únicas formas de acesso à água são cavaletes comunitários e ligações clandestinas. Além disso, a secretária de Ação Social, Maria Luiza Rizotti, lembrou que 24 mil famílias vivem com renda per capita até meio salário mínimo.
''Quadros sociais como estes provam que a água deve ser encarada como um direito fundamental da vida, e não um negócio'', citou a vereadora Márcia Lopes (PT). A recém-empossada diretora de Meio Ambiente da Sanepar, Maria Arlete Rosa, disse que a empresa retomará seu viés social, que teria sido perdido no governo anterior. ''Esta é uma demanda de todo o Estado'', salientou. Os critérios para o cadastramento das famílias também serão revistos e um novo modelo será implantado no segundo semestre.
''A proposta de regulamentar a taxa de acordo com o número de pessoas na família, e não por metros cúbicos, representa um avanço'', apontou o presidente da Cohab, Carlos Eduardo Afonseca. Outra idéia discutida ontem é que as torneiras coletivas, cujas contas são pagas pela secretaria de Ação Social, sejam taxadas pela tarifa social.

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