Sanepar tem 60 dias para decidir sobre deficentes
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sexta-feira, 06 de fevereiro de 2004
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) tem 60 dias para apresentar uma solução para as contratações irregulares de deficientes físicos por meio de associações. O prazo foi definido anteontem, em Curitiba, após uma audiência da Sanepar com a procuradora do Trabalho da 9 Região, Cristiane Lopes. Também participaram representantes de associações de deficientes de Londrina, Apucarana, Cornélio Procópio e Umuarama.
De acordo com dados das entidades, cerca de 270 portadores de deficiência trabalham atualmente na Sanepar, em todo o Paraná. A legalidade dos contratos, firmados por meio de convênios com as associações, foi questionada pelo MP. Segundo Cristiane, os deficientes estão atuando em atividades-fim da empresa, que exigem concurso público. As associações alegam que a maioria dos deficientes não tem condições de se qualificar para concursos.
''A proposta do MP é de extinguir os contratos. Em compensação, a Sanepar aumentaria a cota reservada para deficientes físicos nesse concurso que está por vir, de 5% para 20% das vagas'', explicou a procuradora. Para isso, seria necessário reformular o edital do concurso, que já foi publicado, atrasando o andamento do processo seletivo. A Folha contatou a superintendência da Sanepar em Curitiba, mas não obteve resposta até o fechamento da edição.
''Teremos que acatar porque não há como bater de frente com a lei'', disse o presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Londrina (Adefil), Orlando dos Reis.


