O gerente metropolitano da Sanepar, Paulo Kishima, se reúne hoje, às 8h30, com presidentes de associações de moradores de Londrina para falar sobre as novas regras de cobrança dos inadimplentes em situação de pobreza.
Ontem, muitas pessoas compareceram à sede da empresa em busca de informações e de negociação. Kishima reforçou que apenas as famílias moradoras de assentamentos e bairros comprovadamente carentes serão beneficiados com as novas regras de cobrança.
Pela medida eles estão dispensados de pagar 50% da dívida e poderão parcelar o pagamento dos atrasados em até 36 meses. Kishima disse que a empresa adotou a medida atendendo ao apelo feito pelos vereadores. ‘‘Nos sensibilizamos com as dificuldades enfrentadas por essas famílias de baixa renda.’’ O gerente da Sanepar garantiu que ainda não houve cortes nessas comunidades. Para os inadimplentes que não se enquadram na condição de extrema pobreza, a empresa, segundo Kishima, está aberta à negociação. As parcelas propostas, afirma, não ultrapassarão o valor da média de consumo das casas.
O presidente da associação de moradores do Assentamento São Jorge, Divonsir Soares dos Santos, disse que, no bairro dele, a inadimplência atinge quase que a totalidade das 750 famílias. As contas acumuladas estão em torno de R$ 500,00 por família. O complicador, segundo ele, é que cerca de 60% delas estão desempregadas. Muitos dos inadimplentes não imaginavam que a liminar obtida pelo promotor Helio Cardoso – hoje vereador do PSB – pudesse ser derrubada e agora estão desesperadas por não ter como quitar o dívida. A dispensa do pagamento imediato de metade do débito, na opinião de Santos, dá mais condições aos devedores.
A Federação dos Moradores de Assentamentos e Sem-Teto de Londrina e região também participa da reunião com a Sanepar. O presidente da entidade, José Ricardo da Silva, estima que 20 mil famílias carentes estão entre os devedores da Sanepar. A entidade pretende pedir que a Companhia adote uma cobrança diferenciada nas tarifas das comunidades carentes. ‘‘Entendemos que a Sanepar não pode fornecer água gratuitamente, mas pode cobrar um valor menor’’, sugere.

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