Alguns usuários de serviços da Sanepar em Campo Mourão estão vivendo uma situação curiosa: a instalação de linhas telefônicas faz com que tenham um aumento de cerca de 170% no valor da tarifa de água. A empresa vem excluindo do cadastro de tarifa social quem compra telefone. Com isso, a conta sobe de R$ 3,80 para R$ 10,25, valor da taxa mínima normal da Sanepar.
‘‘Acho que está errado’’, protesta o trabalhador rural Pedro dos Santos Cordeiro, 65 anos, que mora no Jardim Aeroporto, na periferia de Campo Mourão. Ele estava incluído na tarifa social e pagava R$ 5,70 por mês de água (incluindo taxa de 80% para coleta de esgoto). Por ter adquirido telefone, sua conta foi para R$ 18,45. ‘‘Desse jeito, prefiro que tirem o telefone.’’
O gerente da Sanepar em Campo Mourão, Roberto Takashina, afirma que a tarifa social é um benefício da empresa, com validade de um ano, para ajudar famílias carentes. ‘‘Pode ser tirado quando a pessoa não se enquadra mais nos critérios’’, ressalta. Segundo Takashina, consumidores que possuem carro, antena parabólica ou telefone não são beneficiados.
Para se enquadrar na tarifa social o consumidor precisa ter renda familiar de até dois salários mínimos, consumir no máximo 10 mil litros de água por mês e morar numa casa menor que 60 metros quadrados. Em Campo Mourão, 278 famílias são beneficiadas com a tarifa social. Este ano, 53 famílias foram incluídas no cadastro e outras 15 perderam o benefício porque deixaram de cumprir alguma das exigências.

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