Sanepar retira funcionários de Andirá
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quarta-feira, 02 de junho de 2004
Lúcio Flávio Moura<br>Reportagem Local 
O procurador jurídico, Tadeu Donizete Rzniski, e o gerente regional Milton Borghi, voltaram a conversar ontem com o prefeito Carlos Kanegusuku (PT) mas o impasse sobre a exploração do serviço de água e esgoto em Andirá permanece sem perspectiva de solução a curto prazo.
Ontem, às 15h30, os funcionários da estatal deixaram o complexo onde funciona o escritório e a estação de tratamento. A equipe da Sanepar e outra formada por técnicos e engenheiros contratados pela Prefeitura trabalharam em conjunto para manter a operação do sistema anteontem, primeiro dia em que a municipalização passou a vigorar de fato.
A cúpula da Sanepar informou ontem, através da assessoria de imprensa, que não irá se pronunciar sobre o caso por enquanto. A Sanepar também não informou se tentará reverter a decisão judicial que garante a municipalização do sistema.
Kanegusuku, que logo após a municipalização baixou a tarifa em 14% e a taxa de esgoto de 80 para 50%, disse à Folha que está disposto a impetrar mais uma ação contra a Sanepar, desta vez pela exploração ''ilegal'' do sistema de dezembro até anteontem. A prefeitura quer ressarcimento dos prejuízos. Já tramita na Justiça outra ação da administração municipal, que exige outra indenização pelo não pagamento do aluguel do terreno onde funciona o escritório e a estação de tratamento. O prefeito garante que o terreno é da prefeitura.
Um dos assuntos da reunião entre o prefeito, Borghi e Rziniski foi a formação de uma comissão mista para fazer o inventário de bens do sistema. Segundo o prefeito, a prefeitura já teria indicado técnicos contábeis, de informática e engenheiros para começar o trabalho. ''Falta a Sanepar indicar seus membros para a comissão começar a funcionar'', afirmou.


