Sanepar reduz em 20% consumo de água
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 14 de agosto de 2006
Flora Guedes<br> Equipe da Folha 
Curitiba A população de Curitiba e Região Metropolitana conseguiu diminuir o consumo de água ''na marra''. Isso porque a meta de redução de 20% estabelecida na campanha feita pela Sanepar, antes de iniciar o racionamento, só foi alcançada após a implantação do rodízio na região, no último dia 4 de agosto, segundo nota divulgada pelo órgão, ontem. A redução aconteceu na extração da água das barragens Iraí e Piraquara I. Cerca de 10% de economia é referente à primeira fase educacional com a população e 10% ao sistema de rodízio. Mesmo com o racionamento, a produção de água tratada nas estações de tratamento Iraí e Iguaçu caiu 11,56%, neste período.
Ainda na nota, o diretor de Operações da Sanepar, Wilson Barion, disse que técnicos e diretoria da empresa estão avaliando a situação diariamente e estudando ''novas medidas para ampliar a redução da utilização das reservas hídricas, se for necessário. No entanto, as medidas não estão definidas e tampouco a data de implementação''. ''O problema de escassez de chuvas pode tornar mais rigoroso ou não o rodízio. Vamos aguardar as possibilidades de chuvas na quarta ou quinta-feira para definir as próximas medidas.''
Segundo Barion, várias cidades do Estado estão com problema de abastecimento e está próximo da cidade de Corbélia (Sudoeste), entrar no sistema de rodízio também. Outras cidades que estão na iminência de adotar o sistema de racionamento são Planalto, Capanema, Santa Isabel do Oeste e Nova Prata do Iguaçu, todas na região sudoeste. De acordo com a assessoria de imprensa, os técnicos da Sanepar estão evitando falar em previsões de quando vai iniciar o rodízio nesses municípios, mas observou que os rios que abastecem as cidades estão com 20% a 30% da capacidade normal.
Em Medianeira, município que entrou no sistema de racionamento na última sexta-feira, o rodízio fica estabelecido por tempo indeterminado. O Rio Alegria, que abastece Medianeira, está com apenas 20% do seu volume normal e a Sanepar está captando praticamente toda água do manacial para o fornecimento de água. A proposta é que se reduza o consumo em 25% com o racionamento, ou seja, 1,7 mil metros cúbicos/dia.
Ontem, Barion participou de uma reunião com representantes da Defesa Civil de vários municípios afetados pelo racionamento da Região Metropolitana, quando foi ''ventilada'' a possibilidade de algumas cidades decretarem situação de emergência devido a estiagem. ''Assim, os municípios podem coibir determinados usos da água. É possível que haja uma postura dessa natureza'', informou Barion.
A Sanepar ficou de enviar para um relatório específico para que que município tome as medidas necessárias e até decretar estado de emergência por falta de água. ''A Sanepar nos informou que o momento é crítico e requer atitudes cautelosas. Vamos aguardar o relatório técnico oficial para que levantemos os prejuízos sociais e econômicos, além da escassez do recurso hídrico, para ser tomada qualquer providência'', disse Marlon Alves Cardoso, coordenador técnico de Defesa Civil de Curitiba.


