A Sanepar quer diminuir as perdas no processo de produção e distribuição de água para 20% anuais - índice economicamente aceito no mundo. Segundo a gerente do Grupo Especial de Controle de Perdas, Rita de Cássia Becher, o percentual deve ser alcançado em cinco anos. Em 1998, as perdas chegaram a 28%. Para este ano, a Sanepar prevê o fechamento das perdas em 25% - o que geraria uma economia de R$ 15 milhões.
Os investimentos para a diminuição das perdas chegarão a R$ 30 milhões neste ano. O valor será gasto na detecção dos vazamentos, readequação da rede de distribuição, melhoria da medição e de equipamentos. Segundo Rita, o sistema de medição é muito antigo. É preciso mudar e automatizar o sistema de medição e trocar hidrômetros em todo o Estado. ‘‘Os hidrômetros estão com idade avançada’’, afirmou. Hoje, 30% dos hidrômetros têm 10 anos de uso. O ideal seria que tivessem apenas cinco anos.
Mais modernos - O Programa de Reabilitação dos Hidrômetros fará, neste ano, a troca de 260 mil aparelhos em todo o Paraná. Além de novos, serão mais modernos. Em cinco anos, todos os hidrômetros devem estar trocados. Os consumidores não terão que pagar pela mudança, já que o processo faz parte da atualização da empresa.
Os macromedidores, que medem a água distribuída, também devem ser torcados por equipamentos mais modernos. ‘‘Temos que medir com mais precisão.’’
O assunto começou a ser discutido ontem no II Seminário Controle de Perdas, em Curitiba. Hoje, os trabalhos continuam. O evento está reunindo 250 técnicos da Sanepar de todo o Estado.

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