A partir de hoje todos os comerciantes e as empresas de transportes coletivos de Londrina passarão a receber o calendário de obras da Sanepar no Centro da cidade. A troca da tubulação da rede de distribuição de água começou em 2002 na região da Catedral e agora atinge o lote 3, que inclui a área entre as ruas Brasil e Senador Souza Naves, e avenidas Leste-Oeste até Juscelino Kubitscheck. Apesar da importância, a obra gera transtornos ao pedestres, que têm de desviar dos buracos e tapumes que ocupam a calçada, e atrapalha o trânsito. Comerciantes também reclamam porque as obras atrapalham a entrada dos consumidores nas lojas.
A iniciativa de repassar o cronograma partiu da gerência da Sanepar, que convocou na manhã de ontem uma reunião com empresários e comerciantes. Segundo o gerente geral da Sanepar, Sérgio Bahls, a troca da tubulação de ferro é necessária pois estava comprometendo a qualidade da água. ''O ferro galvanizado ou fundido, utilizado na década de 50, sofre com o tempo, apresentando incrustrações (aglomeramento de detritos nas paredes dos tubos) e corrosão. Já o PVC não'', declara Bahls.
Apesar da necessidade da obra, o gerente não ignora os transtornos que ela causa. O engenheiro de obras, Marcos Brandão Ericsson, garante que são necessários apenas quatro dias para a conclusão da obra em frente a cada imóvel. ''No primeiro dia a gente corta a calçada. No segundo, faz o buraco e coloca a nova rede. E no terceiro fecha o buraco'', sintetiza Ericsson. Um quarto dia é previsto apenas se houver chuvas que atrapalhem o andamento da obra.
Para o representante da Associação Comercial de Londrina (Acil), Brasílio Fonseca, a explanação das etapas da obra foi muito importante. ''Nossa maior preocupação era que eles abrissem buracos em sábados e datas festivas como Dias das Mães e dos Namorados, muito importantes para o comércio'', declara Fonseca. Mas, com a abertura da Sanepar em parceria com a Companhia Municipal de Trânsito Urbanização (CMTU) de discutir os cronogramas e parar a troca em dias de muito movimento, ele disse estar mais animado.
A rede de água da cidade compreende cerca de 2,2 mil quilômetros e, segundo o gerente regional da Sanepar, Oscar Fernandes, 60% deste total já foram trocados. ''Deixamos a Área Central por último pois era a mais crítica'', explica Ericsson. Só neste Anel Central serão trocados 45 quilômetros de rede. ''A intenção é fazer cerca de 40 quilômetros por ano até que se troque todos os 117 mil metros que faltam'', conta Bahls.
Com a distribuição do cronograma, as empresas de transporte também serão beneficiadas, pois poderão informar com antecedência as mudanças de trajeto aos motoristas e usuários de ônibus. Quanto aos trechos de travessias, o engenheiro da Sanepar antecipa que executa as obras em feriados ou domingos, para não atrapalhar o trânsito. Segundo ele, as obras do lote 3 devem ficar prontas até dezembro, mas Fernandes acredita que podem se estender até a metade do próximo ano.

mockup