Sanepar promete investimentos
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Mariana Guerin e Vinícius Fonseca <br> Reportagem Local 
A produção de água da estação de tratamento do rio Tibagi terá sua capacidade dobrada nos próximos três anos - passando para 2,4 mil litros por segundo. A afirmação é do presidente da Sanepar, Fernando Ghignone, que visitou Londrina ontem. O investimento será de R$ 95 milhões. O anúncio foi feito no mesmo dia em que o prefeito Barbosa Neto reafirmou a intenção de municipalizar o sistema de água e esgoto.
Segundo Barbosa, a empresa não tem investido em Londrina como deveria. ''O dinheiro arrecadado aqui acaba indo para outros municípios. Aliás, acaba indo para a Europa, porque a maior parte do capital da Sanepar é estrangeiro. Quero discutir o contrato.''
Um dos pontos que precisa ser discutido, na opinião do prefeito, diz respeito à tarifa social. ''Não é possível que uma cidade do tamanho de Londrina tenha apenas 5 mil beneficiados pela tarifa'', alegou.
O prefeito disse estudar a criação de uma agência que cuidaria dos serviços e que está sendo realizado um levantamento para saber quais seriam os custos, caso os serviços sejam municipalizados ou mesmo tercerizados.
O presidente da estatal, Fernando Ghignone afirmou em entrevista coletiva que o contrato entre a companhia e a prefeitura não é emergencial. Segundo ele, o contrato de prestação de serviços foi prorrogado até 2033, com sanção da Câmara e do prefeito.
Ghignone também negou que os recursos obtidos em Londrina sejam investidos em outras cidades. ''Sempre houve esta mística de que se investem os recursos das grandes cidades nos pequenos município, mas as cidades maiores precisam de mais investimentos porque a população cresce mais rápido'', declarou. ''Nos últimos anos, foi investido em Londrina três vezes mais do que se arrecadou.''
O presidente anunciou ainda a expansão do serviço de tratamento de resíduos sólidos - hoje há duas unidades, uma em Cianorte (Noroeste) e outra em Apucarana (Norte) - e a descentralização da administração, com a criação de mais três gerências metropolitanas em Maringá (Noroeste), Cascavel (Oeste) e Ponta Grossa (Campos Gerais), além das que atuam em Curitiba e Londrina.
Ele confirmou também que a manutenção das calçadas e ruas após obras de saneamento, realizada por empresas terceirizadas, será melhor fiscalizada. ''Só em Londrina o trabalho de recuperação do asfalto passará a ser feito pela prefeitura.'' (Com Equipe Bonde)


