Sanepar promete evitar poluição
Sanepar promete evitar poluição
Josoé de CarvalhoO presidente da companhia não aceita despoluir Córrego Sem Dúvida
Lino Ramos
De Londrina
A presidente da Sanepar, Carlos Afonso Teixeira de Freitas, comprometeu-se ontem a tomar providências para adequar as estações elevatórias de esgoto instaladas em Londrina, evitando novos acidentes como o vazamento ocorrido dia 13 de outubro no Córrego Sem Dúvida, na zona norte de Londrina.
O compromisso foi assumido ontem à tarde durante reunião com o promotor designado para a Defesa do Meio Ambiente, Sérgio Correa de Siqueira, e horticultores instalados às margens do córrego e que sofreram prejuízos com a contaminação causada pela Sanepar. Eles utilizam a água do córrego para irrigar as hortaliças e tiveram que interromper os trabalhos. Também participou da reunião o assessor jurídico da Sanepar, Tadeu Rzniski,
Durante a reunião o presidente da companhia garantiu que a empresa vem procurando se adequar à nova legislação ambiental, mas dentro do prazo estabelecido pelo governo federal. Freitas não aceitou a proposta de fazer a despoluição biológica do Sem Dúvida, pois entende que o córrego recebe o escoamento de galerias pluviais de áreas urbanas, incluindo assentamentos.
Jamais você vai obter um nível de coliformes fecais dentro dos padrões recomendados para esse córrego. Me nego peremptoriamente, haja vista que isso é inviável com as condições atuais do córrego , afirmou Freitas.
Segundo o promotor Sérgio Siqueira, a Sanepar aceitou readequar as estações elevatórias com base nas condições estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Com isso, a empresa deverá implantar um sistema para detectar emergências e construir uma caixa de contenção para evitar vazamentos.
De acordo com o promotor, não haverá problemas para a desapropriação de áreas destinadas à construção desses tanques. Ele acredita que a despoluição do córrego irá se dar normalmente num prazo de 15 dias, voltando aos índices mantidos antes dos acidentes com a estação da Sanepar.
Siqueira aguarda a empresa definir um cronograma para se ajustar ao acordo. Definido o prazo, haverá multa diária de R$ 2.500,00 se o acordo não for cumprido.
Os horticultores deram prazo de 15 dias para a Sanepar apresentar uma proposta de ressarcimento aos prejuízos, provocados pela interdição das águas do Sem Dúvida.





