A partir da próxima semana, a Sanepar iniciará uma campanha para orientar os usuários sobre como reduzir o consumo de água. Esta será a primeira medida para tentar contornar as dificuldades de abastecimento decorrentes da falta de chuva.
Segundo Alberto Zocco Júnior, diretor da Sanepar, a empresa estuda a possibilidade de acionar a Defesa Civil para decretar ‘‘situação de emergência’’ caso a campanha não tenha o efeito desejado. Com esse dispositivo legal, a Sanepar poderá aplicar um racionamento do consumo de água, ou seja, a utilização do produto ficará restrita às atividades essenciais.
Assim, lavagens de carros, calçadas, fachadas de prédios, entre outras, serão caracterizadas como desperdício, e os usuários estarão sujeitos a notificação ou até mesmo a corte de fornecimento de água. O histórico de chuvas na região mostra que o período mais seco do ano se estnde de abril a agosto. A média normal de chuvas em março é de 126 mm e, em abril, 90 mm. Neste ano, nos dois meses choveu apenas 70mm.
Desde março a Sanepar está utilizando a reserva de água da Barragem do Piraquara para regularizar a vazão dos rios Iraí e Iguaçu, que tiveram seus níveis bastante reduzidos em função da seca. Esses dois rios são responsáveis por aproximadamente 72% do abastecimento de Curitiba e dos municípios vizinhos.
A barragem tem capacidade para armazenar até 23 milhões de metros cúbicos. Até agora já foram utilizados aproximadamente 5,5 milhões de metros cúbicos, o que representa perto de 23% da capacidade total.

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