A Sanepar perfurou mais um poço no Aquífero Guarani, na Zona Norte de Londrina, para incrementar o abastecimento do município. Segundo o diretor de investimentos da empresa, Domingos Budel, hoje a produção de água em Londrina está equiparada ao consumo. No total são produzidos dois mil litros por segundo.
Para a perfuração foi utilizada a mesma tecnologia usada em poços de petróleo. Com uma profundidade de 950 metros, o poço da região Norte deverá fornecer 200 litros de água por segundo. Contudo, a água ainda não foi canalizada. De acordo com Budel, as obras para adaptar todo o poço, colocar as bombas e levar a água até o centro de distribuição deverão durar quase dois anos.
A exploração do poço exigirá o resfriamento da água já que sua temperatura chega aos 48,7 graus. Segundo o gerente da Unidade de Serviço de Hidrogeologia, João Horácio Pereira, a vazão natural é de 150 metros cúbicos por hora e este deverá ser o maior poço em vazão da Sanepar, com uma produção média de 720 metros cúbicos por hora.
Em 2002, a Sanepar perfurou, na região do Córrego Limoeiro (Zona Leste), um dos maiores poços do Brasil. Com 523 metros de profundidade, o poço deverá oferecer 300 litros de água por segundo. Mas, Pereira informou que o poço da Zona Norte deve ser aproveitado antes pois a região é uma das maiores consumidoras da cidade. O gerente de investimentos acrescentou que a qualidade da água de ambos os poços é boa.
O investimento total nesta obra gira em torno de R$ 8 milhões, sendo que só na perfuração foram gastos R$ 2 milhões. Budel acredita que a exploração de água subterrânea á mais viável economicamente que a capitação direta em rios. Segundo Budel, no poço a água já está preparada e só precisa de desinfecção. Já a água captada no rio passa por diferentes processos, como o de clarificação, e todo os resíduos sólidos têm que ser retirados. Além disso, de acordo com Budel, o risco de contaminação nos poços é bem menor.

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