Lino Ramos
De Londrina
Uma proposta de acordo feita ontem à tarde pela Sanepar evitou que a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente ingressasse com duas ações (uma civil pública e outra criminal) contra a empresa, em razão do lançamento de esgoto de uma estação elevatória no Córrego Sem Dúvida, na zona norte de Londrina.
O promotor Sérgio Correa de Siqueira disse que se preparava para ingressar com as ações quando recebeu um telefonema do diretor-presidente da Sanepar, Carlos Afonso Teixeira de Freitas. ‘‘Não vou entrar com ação por enquanto porque a diretoria da empresa me ligou agendando uma audiência para a assinatura de um termo de compromisso’’, informou. Siqueira alega que tem pressa mas vai aguardar a direção da Sanepar marcar a data do encontro. Ele não aceita negociar com a direção local da empresa.
O promotor deve exigir a despoluição biológica do córrego e a readequação técnica da estação elevatória para evitar novos acidentes. No dia 13 de outubro, após um vazamento, o índice de coliformes fecais no córrego chegou a 160 milhões por 100 mililítros de água, quando o tolerado é mil por 100 mililítros. Sérgio Siqueira pretende ampliar o acordo para a readequação de todas as estações elevatórias existentes em Londrina.
Ontem, o juiz da 6ª Vara Cível, Celso Seikiti Saito, deferiu liminar em favor de quatro horticultores que usavam a água do Sem Dúvida. ‘‘O juiz determinou que a Sanepar cesse a poluição ou forneça água de boa qualidade aos produtores, sob pena de multa’’, informou a advogada Luciane Regina Rossini Farth. Segundo ela, os produtores estão sofrendo prejuizos desde o dia oito, quando a Vigilância Sanitária proibiu o uso da água do Sem Dúvida.

mockup