Sanepar pede mais economia de água
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terça-feira, 27 de novembro de 2001
Rosana Félix<br> De Curitiba 
A Sanepar vai intensificar, esta semana, a campanha de economia de água em Curitiba e região metropolitana, iniciada no começo do mês. Os pedidos da empresa para a redução de gastos, veiculados em televisão e rádio, não surtiram efeito. No último sábado, o consumo ultrapassou mais de 15% da produção atual da Sanepar, que é de 6,8 mil litros por segundo.
A diretoria da companhia está avaliando novas mensagens para a campanha. ''Um dos problemas é que a grande maioria das pessoas não se ressente muito da falta de água porque possui reservatórios em suas casas'', avaliou o gerente de Distribuição da companhia, Celso Luis Thomaz. A Sanepar estima que 20% dos moradores da Região Metropolitana de Curitiba não possuam caixa d'água, sendo que a maior parte deles se concentra na periferia.
Mesmo com dificuldades para manter o abastecimento normal, a Sanepar não pretende implantar racionamento de água. ''O período crítico vai durar mais 30 dias, o que não justifica fazer programa de racionamento'', afirmou. Ele disse também que em muitos casos o corte de água não funciona, porque as pessoas fazem muitas reservas. ''Isso acaba gerando mais desperdício ainda'', afirmou.
De acordo com Thomaz, a situação deve permanecer crítica até o Natal. Por causa do calor, o consumo aumenta em até mil litros por segundo. Em janeiro, o abastecimento não sofre pressões, porque boa parte da população está viajando. A Sanepar espera resolver o problema de falta d'agua em fevereiro, com a inauguração da Estação de Tratamento do Iraí, que vai acrescentar 4,2 mil litros de água por segundo no sistema.
O problema de desabastecimento e outras questões envolvendo o setor de saneamento, exploração de água e aumento de consumo vão ser debatidos no seminário ''Água: problemas e soluções para o Século XXI'', que começa amanhã, em Curitiba, e vai até o dia 30.


