Da Sucursal

Kraw PenasImpasse continuaReunião de moradores com diretores da Sanepar, ontem, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, e moradora mostrando rachadura em casa: problemaA Sanepar e moradores de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, estão tentando chegar a um acordo para resolver os problemas causados pela retirada de água do aquífero do karst (água subterrânea). Os moradores reclamam da falta de água para irrigação das plantações e das rachaduras nas casas.
Ontem, cerca de 200 moradores reuniram-se em Colombo com representantes da Sanepar para discutir o assunto. Os produtores encaminharam pauta de reivindicações à empresa. O diretor técnico da Sanepar, Lauro Klas, comprometeu-se a analisar o documento e dar um parecer aos moradores na próxima semana.
O presidente do Sindicato Rural de Colombo, Gabriel Franceschi, diz que as perfurações dos aquíferos do karst prejudicaram cerca de 200 produtores. Ele diz que algumas minas, usadas para irrigação das plantações, secaram. A falta de água pode prejudicar os agricultores que vivem da produção de frutas e legumes irrigados, afirma.
‘‘Além da falta de água, muitos terrenos estão afundando’’, explicou ele. ‘‘Não é justo que Colombo abasteça Curitiba e não dê água para a própria população’’.
Franceschi afirma que a falta de água é frequente no município. ‘‘Queremos que não falte água e que as perfurações não afetem as casas’’, reivindica.
A Sanepar, em parceria com outras entidades, está retirando na fase de teste 150 litros de água por segundo de seis poços em Colombo. O projeto de aproveitamento do karst deve aumentar a capacidade de produção e abastecimento de água em Curitiba e região.
Apesar de algumas fontes terem vazão reduzida, ninguém vai ficar sem água, afirma Lauro Klas. A Sanepar está desenvolvendo projeto para garantir abastecimento doméstico e irrigação nas lavouras.
Klas explica que os terrenos formados por rochas calcárias podem sofrer desgaste por causa da água subterrânea. Nestas regiões, o solo cede e produz rebaixamento do terreno, independentemente da exploração da água subterrânea, justifica a Sanepar.
A dona de casa Sirlei Strapasson diz que há um mês começou a perceber as fissuras na casa. ‘‘Várias paredes racharam e algumas portas estão difíceis de abrir por causa deste problema’’.
Sirlei mora há 17 anos em Colombo e nunca tinha visto tantos casos de rachaduras nas casas. ‘‘Deve ser por causa das perfurações. Tenho medo de que a casa caia’’, diz.
A moradora Matilde Strapasson também diz que enfrenta problemas. ‘‘Minha família não está podendo irrigar a lavoura’’.

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