Sanepar nega privatização
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terça-feira, 28 de agosto de 2001
De Brasília 
A possibilidade de que a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) seja privatizada, caso o projeto passe, foi afastada pelo presidente da empresa, Carlos Afonso Teixeira. ''Essa não é a intenção da empresa'', enfatizou em entrevista à Folha durante o Fórum Nacional dos Secretários de Saneamento.
Para Teixeira, o principal benefício da proposta é a regulamentação do setor, o que não acontece atualmente. ''Mas as agências reguladoras terão que incorporar as particularidades de cada estado para estabelecer as metas de universalização'', salienta.
De acordo com o projeto, a universalização dos serviços de saneamento será possível desde que se adote uma política de subsídios às populações que não tenham condições de pagar integralmente pelos serviços prestados. Isso porque nenhuma das entidades, deputados ou empresas de saneamento favoráveis ao projeto descartam a possibilidade de aumento das tarifas como forma de obter recursos para investir no setor. E não descartam também que a privatização seria o caminho para obter parte desses recursos.
Essa aparente transferência de autonomia é o principal temor dos prefeitos avessos ao projeto. Eles temem que os municípios percam o controle sobre a distribuição de água e tratamento de esgoto.
Para contornar a polêmica, o Fórum Nacional de Secretários de Saneamento quer esclarecer aos municípios que, independente da titularidade dos serviços ser do estado ou município, a decisão do processo de privatização depende exclusivamente da vontade do titular. Mesmo negando que essa seja a intenção no Paraná, o presidente da Sanepar explica: ''Esse processo depende de votação da assembléia. Leva tempo''. (K.M.)


