A gerência regional da Sanepar em Londrina, que responde pela área do Distrito de Aricanduva, em Arapongas (37 km a oeste de Londrina), garantiu ontem que os poços perfurados no local e que foram abandonados há cerca de 15 anos não estão contaminados com agrotóxicos. Anteontem, a Organização Não Governamental (ONG) Saneamento Ambiental de Arapongas levantou a suspeita de que os poços haviam sido desativados porque estariam contaminados por produtos químicos provenientes da fábrica da Nortox, que fica na mesma localidade.
O gerente de negócios da Sanepar, Francisco Carlos Orthmeyer, afirmou que os postos foram abandonados entre 1989 e 1990 porque um outro poço perfurado no Parque da Raposa, em Apucarana, há cerca de cinco quilômetros do distrito, era mais viável economicamente, pois produzia mais água. ‘‘Quando a Sanepar operava (no Distrito de Aricanduva), a água era boa’’, garantiu.
Ontem, o assessor jurídico da ONG, Vanderlei Carlos Sartori Júnior, afirmou à Folha que um laudo técnico de dezembro do ano passado, feito pela própria Sanepar, comprovou contaminação por agrotóxico no poço que fica numa área próxima à fabrica da Nortox. Com base nesse laudo, a ONG pretende encaminhar uma denúncia à Promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Arapongas na segunda-feira. Orthmeyer, entretanto, disse que não tinha conhecimento do laudo.
Também na próxima segunda-feira, técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) irão até a empresa Irmãos Corrreia, também no Distrito de Aricanduva, para avaliar uma outra suspeita de contaminação apontada pela ONG.
A Folha procurou novamente a direção da Nortox ontem, mas nenhum diretor foi localizado para falar sobre o assunto.

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