Giovani Ferreira
De Curitiba
A Sanepar ainda não cumpriu e a Justiça não está fiscalizando a liminar concedida há oito dias pelo juiz Rogério de Assis, do município de Colombo, determinando a paralisação das obras de exploração do Aquífero Karst. Apesar de legalmente a liminar ter efeito imediato, a Sanepar alega que precisa de condições técnicas para cumprir a ordem judicial. Antes de paralisar as obras, a companhia de sanemaento esclarece que é preciso estabelecer um plano emergencial de abastecimento para atender o município.
Por outro lado, a Justiça de Colombo parece não fazer nenhum esforço no sentido de obrigar o cumprimento da liminar. O juiz Rogério de Assis, quando concedeu a liminar em favor de ação impetrada pela Associação Xama e Associação dos Produtores Rurais de Colombo, estava substituindo a juíza titular Anésia Kovalski. Rogério afirmou que deixou de acompanhar o caso com o retorno da juíza, na quinta-feira da semana passada. A juíza, por sua vez, disse que assumiu ontem e ainda não tinha conhecimento da liminar e portanto não poderia falar sobre o descrumprimento da medida judicial.
Enquanto permanece o impasse, não muda nada em Colombo e a Sanepar ganha tempo para tentar derrubar a liminar. Na última sexta-feira a Sanepar entrou com recurso no Tribunal de Justiça na intenção de reverter a situação e continuar explorando o Karst. A companhia está tentando cancelar o efeito da liminar antes mesmo de tê-la cumprido.
Se tiver que cumprir a liminar, a Sanepar alerta que será inevitável os problemas no abastecimento do município, mesmo com a implantação de um plano emergencial. Dos 160 mil habitantes de Colombo, 120 recebem água do Karst. As outras 40 mil pessoas recebem água do sistema de Curitiba. Para amenizar os prejuízos com o desabastecimento, a Sanepar terá que interferir no processo de distribuição de água de um universo de 140 mil pessoas de Curitiba.

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