Giovani Ferreira
De Curitiba
A Sanepar antecipou-se à intimação judicial e foi até o Fórum de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, para receber a notificação oficial da liminar que determina a suspensão das obras de exploração do Aquífero Karst. Apesar de notificada, a empresa não deve acatar de imediato a determinação. A companhia ainda não definiu a data que estará suspendendo o bombeamento de água dos poços. A assessoria jurídica da companhia já recorreu da decisão do juiz Rogério de Assis, que na última quarta-feria expediu liminar determinando a paralisação das obras até a conclusão de um estudo de impacto ambiental.
A suspensão do processos de exploração deve ter um reflexo direto no abastecimento da população. Dos 160 mil habitantes do município, 120 mil recebem água do aquífero. A Sanepar alerta que a situação deve ficar caótica e que o desabastecimento será inevitável. Hoje o consumo do município é de 220 litros/segundo, sendo que 160 litros são retirados do Karst e os 60 restantes são liberados do sistema integrado que abastece Curitiba.
Na tarde de ontem os produtores rurais de Colombo e a Associação Ambiental Xama encaminharam ofício ao juiz Rogério de Assis solicitando que seja estipulada uma multa diária no caso de a Sanepar descumprir a determinação da liminar. Caso aos obras do Karst não sejam suspensas hoje, a companhia já estará desacatando uma decisão judicial.
No despacho que determinou a paralisação, o juiz esclarece que a suspensão das orbas não deve ter prejuízo no abastecimento da população. No entanto, a Sanepar alega que não existe nenhuma outra alternativa de fornecimento de água para o município. Mesmo com o racionamento da água para algumas regiões de Curitiba, a companhia alega que seria impossível manter o abastecimento normal em Colombo. A população e a Prefeitura de Colombo estão apreensivas com a possibilidade de faltar água.

mockup