Sanepar limpa lagoas de esgoto em Cascavel
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segunda-feira, 25 de setembro de 2000
Paulo Pegoraro De Cascavel 
Foi iniciado ontem o trabalho de retirada de óleo das lagoas de tratamento de esgotos de Cascavel, nas quais há duas semanas ocorreu despejo de grande quantidade de óleo combustível através da rede de esgotos da cidade. Com a retirada, a Sanepar quer evitar que o óleo contamine cursos dágua que recebem o esgoto depois da purificação. Embora a Sanepar tenha pedido à Promotoria do Meio Ambiente investigação sobre as causas e os agentes poluidores, até ontem não haviam sido identificados os responsáveis.
Além do risco ambiental, o óleo formou uma capa sobre as lagoas, impedindo a penetração de raios solares, necessários ao processo de tratamento pela fotossíntese e oxigenação da água. O óleo é inorgânico, não consumido pelas bactérias que degradam os compostos orgânicos do esgoto doméstico, explica o gerente da Sanepar, Afonso Marangoni. Por prevenção, a companhia suspendeu autorização do uso da rede coletora de esgotos por autofossas.
Segundo Afonso Marangoni, as lagoas receberam aproximadamente 6 mil litros de óleo, que inicialmente foi contido por cintas colocadas nas lagoas e agora está sendo retirado por caminhões de autofossa. O óleo é sugado por motobombas, juntamente com parte do próprio esgoto, e depositado em valas forradas com lona plástica, na qual foram feitos pequenos furos para que a água se infiltre no solo e o combustível fique por cima. Depois, será colocado em tonéis, até orientação do Instituto Ambiental do Paraná para destinação final.
As estações de esgotos recebem mais de 100 mil litros de dejetos por segundo e a eficiência no tratamento é superior a 90%, resultando em pouca contaminação dos cursos dágua nos quais o material é lançado. Atualmente, a Sanepar gasta R$ 1,16 por metro cúbico de água tratada.


