Marcelo AlmeidaFreitas: entrega de ordens de serviço para a obra, que está sendo executada pelo consórcio Andrade Gutierrez-CesbeO presidente da Sanepar, Carlos Afonso Teixeira de Freitas, disse ontem que o governo está começando a encontrar alternativas para suprir parte dos financiamentos externos bloqueados no Senado Federal. Segundo ele, a Sanepar já tem assegurado um financiamento de R$ 23 milhões da Caixa Econômica Federal, para a primeira etapa de aproveitamento da água que será armazenada na barragem do Rio Iraí.
A barragem, cujo reservatório terá 14,6 quilômetros quadrados, começou a ser construída este mês e deverá estar pronta em 16 meses. Ela vai custar R$ 27 milhões e tem recursos assegurados do Programa de Saneamento Ambiental da Região Metropolitana de Curitiba (Prosam).
Ontem foram entregues oficialmente as ordens de serviço para a obra, que está sendo executada pelo consórcio Andrade Gutierrez-Cesbe. A entrega deveria ter sido feita pelo governador Jaime Lerner, que cancelou a presença por causa do mau tempo.
Mas para que a água a ser armazenada no reservatório do Iraí tenha aproveitamento completo, serão necessários outros investimentos em sistemas de captação, tratamento e transporte. Os recursos previstos para isso fazem parte do pacote de R$ 392 milhões que o governo japonês emprestaria para a execução do Programa de Saneamento Ambiental do Paraná (Paranasan), mas estão bloqueados por falta de autorização do Senado.
Segundo Teixeira de Freitas, R$ 90 milhões seriam destinados para melhorias no sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana, atualmente em situação de déficit. Ele informou que os R$ 23 milhões garantidos pela CEF são recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e garantirão a primeira etapa do sistema de captação e transporte de água, além de uma estação de tratamento.
O Paranasan prevê ainda a construção de mais duas barragens, nos rios Piraquara e Pequeno, nos próximos sete anos. Ao final das obras, o novo sistema acrescentaria 4,2 metros cúbicos por segundo à atual produção de água tratada para a Região Metropolitana, que é de seis metros cúbicos/segundo.

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