Sanepar já prevê falta de água
Sanepar já prevê falta de água
O presidente da Sanepar, Carlos Afonso Teixeira de Freitas, disse ontem, em entrevista à Rádio Colméia, de Campo Mourão, que recebeu com indignação a notícia de que o veto ao projeto que proíbe o corte de água havia sido derrubado pela Câmara de Vereadores. Achei que os vereadores fossem tomar uma atitude diferente, mas eles foram insensíveis aos nossos argumentos, lamentou Freitas. Segundo ele, o projeto é ilegal e fere um contrato em vigor.
Freitas disse que Campo Mourão está correndo o risco de ficar sem financiamento para novos investimentos no setor. Não é a Sanepar, mas os agentes financiadores que querem saber quais as garantias de recebimento, explicou. Ele afirmou que já há risco para um projeto pronto, orçado em R$ 3 milhões, para a ampliação da distribuição de água na cidade. Sem ele, poderá faltar água em Campo Mourão no verão do ano que vem, ressaltou.
Apesar do projeto de Campo Mourão, ele garantiu que não haverá queda na qualidade dos serviços. Da qualidade da água nós não abrimos mão, disse. Isso seria criminoso. Ele também lembrou que, em Pato Branco (Sudoeste do Estado), uma ação civil pública que impedia o corte de água elevou a inadimplência para 15%. Em Campo Mourão, a inadimplência hoje é de 1,27%. Freitas disse que a Sanepar vai responsabilizar o município por eventuais prejuízos.
O presidente da Sanepar disse também que a empresa está estudando mecanismos para isentar os consumidores mais pobres, o que pode sair ainda antes do projeto de Campo Mourão ser regulamentado. O projeto, no entanto, não prevê regulamentação. (S.S.)





