Sanepar investirá R$ 4,5 mi em 98
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quinta-feira, 01 de janeiro de 1998
Londrina 
César AugustoPlanejamentoKishima: Precisamos saber para onde a cidade vai crescerOs bairros que mais sofrem com o abastecimento de água são o União da Vitória, Franciscato, Santa Joana e Cristal, na zona sul; e Vivi Xavier e Alto da Boa Vista, na zona norte. As informações são do gerente metropolitano da Sanepar em Londrina, Paulo Kishima. Ele ressalta que o problema não é a falta de água - o sistema está previsto para abastecer 580 mil habitantes, entre Londrina e Cambé, e atende somente 480 mil - e sim problemas técnicos que impedem o atendimento a toda população.
Entre os principais problemas está a deficiência de anéis de distribuição, que são tubulações de diâmetro maior, próprias para levar água com abundância, suficiente para chegar a todos os bairros. A meta da Sanepar é solucionar o problema de abastecimento até o final de 98, quando deverão ser investidos R$ 4,5 milhões no sistema. Os recursos já foram liberados pela Caixa Econômica Federal e aguardam apenas a conclusão dos projetos para iniciar o processo licitatório.
De acordo com os planos de investimento, a verba será utilizada na construção de 14.605 metros de anéis de distribuição; construção de reservatórios nos conjuntos Semíramis e Vivi Xavier, na zona norte; Maria Lúcia, na zona oeste; e investimentos em tratamento de água na zona sul e região central. Segundo Kishima, os anéis de distribuição serão construídos em toda a Cidade.
A previsão da Sanepar é que até o final do próximo ano não falte mais água na Cidade. Para a zona sul, região mais problemática, foram perfurados dois poços nas proximidades do conjunto Jamile Dequech com vazão total de 130 metros cúbicos por segundo e que deverão entrar em operação no primeiro trimestre de 98. Esta é uma obra emergencial para atender aquela região, diz Kishima.
As obras que irão atender a região oeste devem ter início em março e na região norte, em abril ou maio. Nós esperamos ter concluído todo o trabalho até o final do ano, mas para que realmente não falte mais água em nenhum ponto da cidade precisamos de um plano diretor confiável e a elaboração de um projeto global de desenvolvimento de Londrina, observa kishima.
Segundo ele, atualmente, a Sanepar corre atrás do prejuízo. Precisamos saber para onde a cidade vai crescer para poder trabalhar com planejamento, acrescenta. Ele cita que as regiões norte e sul cresceram demais em relação ao que estava previsto no Projeto Tibagi, que entrou em operação em 91. O projeto foi elaborado no final da década de 70 com alcance para 10 anos. No entanto, foi concluído uma década depois do previsto. Mesmo assim, Kishima considera que a situação de abastecimento, em Londrina, é tranquila. A Sanepar está conseguindo manter o nível de seus reservatórios.
(Benê Bianchi)


