O gerente de hidrogeologia da Sanepar, Arlindo Ribas, disse ontem que a Sanepar já começou a indenizar as famílias que tiveram perdas por causa da exploração do aquífero Karst. De acordo com ele, seis moradores de Colombo e três de Almirante Tamandaré já tiveram os problemas resolvidos com o pagamento de indenizações através do acompanhamento, reconstrução e reforma das casas danificadas. Outros seis casos ainda estão em estudos e deverão ser resolvidos, de acordo com Ribas, ainda este ano. ‘‘Já solicitamos as vistorias e avaliações, mas temos que esperar a liberação dos processos, que caminham de forma lenta e burocrática’’, disse.
Uma chácara teve que ser desapropriada, de acordo com Ribas, porque estava numa região considerada instável. O lago secou e os peixes desapareceram dos tanques. ‘‘Não tivemos outra alternativa, senão fazer a desapropriação da chácara’’, afirmou ele. A área desapropriada tem 6.800 metros quadrados e fica no bairro de Águas Fervidas, em Colombo. A Sanepar teve que pagar R$ 63,8 mil para indenizar os antigos proprietários. ‘‘Acho que estamos resolvendo os problemas aos poucos’’, afirmou.
Erro - Ribas disse que os técnicos da Universidade Federal do Paraná e de instituições alemãs estão fazendo estudos aprofundados sobre os fenômenos ocorridos em Colombo e Almirante Tamandaré por causa da exploração do Karst. Ele acredita que novos problemas não deverão ocorrer, porque tudo está sendo feito de acordo com as pesquisas. ‘‘Estamos respeitando o limite do poço, a vazão da água e o tempo de bombeamento e não iremos cometer qualquer tipo de excesso’’, afirmou ele. ‘‘No começo não observamos isto e por esta razão erramos’’, admitiu.
Atualmente, 14 municípios estão sendo abastecidos com a exploração do aquífero Karst, o segundo maior da América Latina. ‘‘Duzentas e cinquenta mil pessoas estão sendo abastecidas pelo Karst e, por isto, temos que manter os estudos e a exploração’’, afirmou. O aquífero Karst compreende uma área de 2.800 quilômetros quadrados, de Campo Largo à divisa com São Paulo. Ele produz cerca de 700 litros de água por segundo e tem capacidade para produzir dez vezes mais. ‘‘Quando terminarmos os estudos, poderão também aumentar a produção do Karst’’, complementou.(L.P.)

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