O juiz substituto da Vara Cível de Colombo, Paulo Bizerril Tourinho, concedeu liminar garantindo à Sanepar a manutenção da posse da área onde foram perfurados poços para exploração do aquífero Karst, na localidade de Fervidas. A decisão permite à empresa trabalhar na recuperação dos poços, depredados por moradores no mês passado. Mas a operação continua paralisada, por força de outra liminar, concedida numa ação movida pela prefeitura de Colombo.
Ontem um grupo de técnicos da Sanepar foi até Fervidas, acompanhado de um oficial da Justiça, para verificar a situação e iniciar o conserto dos estragos provocados pelos moradores. No dia 16 de julho, eles danificaram os registros e a fiação elétrica de três poços instalados na localidade, sob a alegação de que a exploração da água subterrânea está secando nascentes e tanques e prejudicando a agricultura. Os manifestantes também trancaram os portões de acesso aos poços e ficaram com as chaves.
O gerente de operações da Sanepar, Pedro Augusto Mikowski, disse que os poços estarão em condições de operação dentro de uma semana. Nesse período, a empresa espera que o Tribunal de Justiça analise o pedido de cassação da liminar concedida pela Justiça de Colombo no mês passado. A liminar obrigou a Sanepar a suspender todas as atividades do projeto Karst. A empresa calcula que, por causa disso, cerca de 15 mil casas e estabelecimentos de Colombo estão com abastecimento de água irregular.
O coordenador do movimento dos moradores de Fervidas contra o projeto, Adilson Fiorese, disse ontem que respeita as decisões judiciais, mas que novos protestos deverão acontecer caso a Sanepar não reveja a forma de exploração do Karst. ‘‘Nenhum agricultor vai deixar que rios e açudes continuem secando e prejudicando a agricultura’’, disse.

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