Curitiba - Na primeira reunião pública realizada ontem pela Sanepar na Câmara de Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, sobre a exploração do Aquífero Karst, mais de 100 moradores da região relataram os impactos ambientais e benefícios que o aquífero traria. O conflito de uso do Karst, a depredação da flora e da fauna e a perfuração dos poços foram os principais problemas levantados durante o encontro.
Uma nova reunião com a participação da comunidade foi agendada para 8 de abril. Em maio, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) já terá uma conclusão sobre a liberação ou não da licença que permitirá a exploração do aquífero para abastecimento populacional. Desde setembro do ano passado, o IAP elabora o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), que é um resumo do estudo sobre o Karst. Em 1997, o IAP não liberou a licença por causa dos problemas ambientais que acarretaria na época.
‘‘O depoimento da população é fundamental porque nos oferece subsídios para concluirmos o relatório. O nosso parecer só será dado depois de ouvirmos a maioria dos moradores’’, esclareceu o chefe de Licenciamento do IAP, Pedro Dias.
Além de lideranças políticas e comunitárias, participaram da audiência pública representantes da Promotoria do Meio Ambiente e o Conselho do Meio Ambiente.

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