A Sanepar foi citada, na última terça-feira, na ação civil pública proposta pelos promotores do Meio Ambiente, Maria Lúcia Reinchanbach, e de Defesa do Consumidor, Leonir Batisti. Na ação, a companhia responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgotos é acusada de ser a maior fonte poluidora dos rios, ribeirões, córregos e lagos em todas as regiões de Londrina, através de suas Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs). As promotorias também cobram o reinício das obras da ETE sul, no prazo máximo de 60 dias.
A assessoria de imprensa da Sanepar, em Curitiba, informou que a companhia irá apresentar sua defesa dentro de 15 dias, prazo determinado por lei. A Folha não conseguiu localizar os advogados da empresa para que dessem maiores detalhes sobre o assunto.
A ação responsabiliza a Sanepar por danos causados ao meio ambiente e também aos consumidores, que pagam taxa de 80% sobre o consumo da água para tratamento de esgoto. O serviço, na avaliação das promotorias, está sendo ineficiente e inadequado. A ação está baseada no relatório final do inquérito aberto pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, em março deste ano, para investigar denúncias e indícios de que as ETEs seriam agentes poluidores.
O gerente metropolitano da Sanepar, em Londrina, Paulo Kishima, adiantou ontem que todas as solicitações das promotorias serão atendidas e que a companhia irá responder à ação no prazo legal. ‘‘Nossos advogados já estão trabalhando nisso’’, comentou. Kishima também informou que a ETE sul já foi licitada e as obras devem começar em 30 dias.

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