Sanepar descarta falta dágua no verão
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 03 de janeiro de 1997
Elisa Marilia<br> Da Sucursal 
A superintendência da Sanepar garante que não haverá racionamento de água neste verão. Mesmo com 1.800 novas ligações por mês e com a vinda de três montadoras de automóveis para a Região Metropolitana, a empresa se diz preparada para atender a demanda.
De acordo com o superintendente metropolitano da companhia, Celso Luis Thomáz, o plano diretor da Sanepar, de 1991, previu obras para o aumento da produção de água de maneira a acompanhar o crescimento populacional, mas não considerou a falta de recursos para investimentos.
A empresa vai garantir recursos da ordem de R$ 10 milhões por ano para a finalização das obras, em dois anos e meio. Mas com o emergencial do Iraí e o início da operação do sistema Karst, já conseguimos atender a demanda de 4.600 litros por segundo de água em Curitiba e Região Metropolitana, afirma Thomáz.
Hoje, a estação do Tarumã produz 1.200 litros por segundo; a do Iguaçu, mais 3.300 litros e o Karst outros 150 litros por segundo. Com esta produção garantimos água suficiente para os três primeiros meses do ano. No primeiro trimestre, o sistema Karst aumentará a produção em mais 450 litros por segundo, para atender a volta das férias, prevê o superintendente. Ele afirma que o sistema Karst deverá chegar a 600 litros por segundo no final de março, equilibrando a oferta e a demanda.
A solução definitiva para o abastecimento de água em Curitiba e região deverá acontecer com o aproveitamento pleno do Rio Iraí. A obra deverá ter início ainda este ano, com duração de dois anos. Até o ano 2010 não teremos problemas de abastecimento, esclarece Thomáz.
Dados da empresa apontam para perdas de 44% da produção. Este ano, numa rede de 7 mil quilômetros de extensão, a Sanepar deixou de desperdiçar 60 litros de água por segundo em 375 quilômetros de tubulações. Novas tecnologias garantem a identificação exata do local onde existe vazamento. Em 1997 deveremos percorrer mais 2 mil quilômetros de rede, afirma Thomáz.


