Para o gerente de produção da Sanepar, Agenor Zarpelon, não há nenhum problema no uso de cloro para tratamento de água. ‘‘Pelo contrário, existem muitas vantagens, como a de deixar efeito residual na água e ser mais barato que outros métodos de tratamento’’, argumenta. ‘‘Pessoas que estão consumindo água de fontes não cloradas têm apresentado doenças comuns como diarréia, por exemplo, que são evitadas pela cloração da água.’’ Ele garante que alguns países substituíram o cloro pela ozonização da água por outros motivos, que não os de saúde humana.
Zarpelon diz que organizações de outros estados podem fazer análise dos níveis de trihalometano na água da Sanepar. ‘‘Desde que a metodologia utilizada seja a ‘standar metods’, que é o sistema oficial de análise da qualidade da água no Brasil’’. De acordo com ele, a Sanepar faz coletas de amostras mensalmente para exames laboratoriais em vários pontos de distribuição de água. Os resultados desses testes indicam entre 4 e 25 microgramas/litro de trihalometanos.
Segundo Zarpelon, a Organização Mundial de Saúde (OMS) está pesquisando os efeitos dos trihalometanos para a saúde humana há 30 anos. Até agora o trabalho não conseguiu encontrar um índice máximo do produto que não faça mal à saúde.
O trihalometano é resultante de reações químicas entre o cloro e material orgânico presente na água. Em quantidades excessivas e quando consumido por muito tempo, pesquisas apontam que o subproduto pode causar câncer de bexiga.(E.C.)

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