Sanepar decide racionamento de água até a semana que vem
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de julho de 2006
Flora Guedes<br> Equipe da Folha 
Curitiba Até o próximo dia 14, a Sanepar vai monitorar o consumo de água na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) para tomar um posicionamento definitivo quanto ao racionamento nessa área. E o horizonte não se mostra muito favorável. Numa campanha iniciada no dia 20 de junho, o órgão pede a redução do consumo em 20% (ou 56 litros por pessoa/dia) e até agora a população só atingiu 6,3% da meta. Além disso, chuvas suficientes para reequilibrar os volumes dos reservatórios que abastecem a região só estão previstas para setembro.
Some-se a isso, o fato de que o maior dos reservatórios, o Iraí, está com apenas 34,8% do sua capacidade total. No atual ritmo de consumo da RMC, e caso não haja alteração de chuvas, até agosto as duas barragens integradas Iraí e Piraquara podem chegar ao limite crítico, que é de 25% do seu volume total. Agora, as duas juntas estão com 42% de sua capacidade. O alerta quem faz é o gerente para a RMC, Antônio Carlos Gerardi. ''Estamos pedindo que a população se conscientize, porque talvez seja a única solução para evitar a falta d'água'', disse.
Os municípios da RMC não possuem rios e dependem da água armazenada nas barragens de Passaúna, Piraquara e Iraí, que estão todas abaixo do nível normal. Segundo a Sanepar, os reservatórios produzem, por dia, 597 mil metros cúbicos consumidos diariamente na RMC.
Caso seja necessário o racionamento, Gerardi informa que ele funcionará da seguinte forma: a RMC será dividada em sete áreas, que farão um sistema de rodízio de racionamento alternado de 24 horas. Os municípios de Piraquara, Pinhais e São José dos Pinhais terão falta de água integral, enquanto que as cidades de Curitiba, Quatro Barras, Campina Grande do Sul, Colombo e Almirante Tamandaré participarão de forma parcial.


