A Sanepar vai ampliar em 30% a capacidade de abastecimento de água em Umuarama. O Projeto foi elaborado com base nas projeções de crescimento da cidade para os próximos 20 anos. Segundo o gerente regional da Sanepar, Francisco Marques dos Santos, em 18 anos, o número de ligações cresceu mais de 50%. Passou de 9 mil para 22,5 mil. ‘‘Ainda não temos problemas de falta de água, mas a empresa está se peparando para atender à demanda futura’’, informou Santos.
Outra preocupação, segundo Marques, é estudar alternativas à captação de água fluvial. Único mananial em condições de fornecer água para a cidade, o Rio Piava sofre um processo gradativo de poluição e asssoreamento por causa da ocupação urbana na bacia. A Sanepar estuda outras formas de suprir o abastecimento futuramente. Uma das soluções seriam os poços artesianos, mas os dois perfurados até agora não deram o resultado esperado. Um desmorou e o outro apresentou vazão de apenas 40 mil litros por hora, metade do esperado pelos técnicos. Segundo Marques, a Sanepar vai continuar fazendo estudos geológicos para localizar outros pontos de perfuração e fazer novos testes.
As obras de ampliação incluem a construção de mais um reservatório com capacidade para armazenar dois milhões de litros. A capacidade atual do sistema é de 7 milhões. O reservatório foi construído na estação de tratamento, no Morro das Antenas. Também estão sendo instalados mais 19 quilômetros de tubulação, maiores e mais resistentes. Com aproximadamente 85 mil habitantes, Umuarama consome em média, 15 milhões de litros de água por dia.
Para contornar os problemas do Piava, a Sanepar mudou o local de captação para um ponto dois quilômetros acima do atual. Segundo Marques, a mudança foi necessária porque quando chove desce muita água e areia e a companhia é obrigada a parar a captação. A cidade já ficou sem água três vezes por causa do problema.

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