Sanepar alerta sobre racionamento
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segunda-feira, 22 de abril de 2002
Carolina Avansini Reportagem Local 
A seca que atinge a região de Londrina há quase dois meses potencializa o risco de desabastecimento de água no município. O calor forte e a maior quantidade de poeira no ar estimulam as pessoas a tomarem banhos prolongados e a lavarem calçadas e carros com mais frequência, o que aumenta o consumo. No último fim-de-semana, de acordo com a Sanepar, 10% da população de Londrina e de Cambé sofreram falta dágua por curtos períodos de tempo. A maioria das pessoas, porém, não percebeu o problema porque possuía reservas nas caixas dágua.
Por causa do aumento na demanda, o nível dos reservatórios que abastecem as duas cidades baixou de forma acentudada de quinta-feira a domingo, voltando a subir apenas ontem. A estiagem prolongada também deve diminuir o nível do Rio Tibagi e do Ribeirão Cafezal, fornecedores da água consumida nesses municípios, agravando o problema.
O gerente metropolitano da Sanepar em Londrina, Paulo Kishima, garantiu que por enquanto a situação está sob controle, mas se não chover até o fim do mês o quadro ficará crítico. Vai ficar difícil captar o volume de água necessário, avaliou. As regiões norte e leste de Londrina e o município de Cambé, por serem muito populosos, correm mais risco de enfrentar desabastecimento.
O meteorologista Vilson Souza Ferreira, do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), informou que não há previsão de chuva significativa para a região nos próximos cinco dias. Pode haver pancadas isoladas, disse. A previsão para os próximos três meses também não são animadoras. A tendência é de chuvas abaixo do volume normal, informou.
A média histórica de precipitação em Londrina no mês de abril é 125 mm. Desde o início deste mês, porém, choveu apenas 2,7 mm no muncípio. A estiagem prolongada é causada por uma massa de ar quente que está impedindo o avanço de frente frias. O ar seco predomina do centro do Brasil para baixo, comentou.
A Sanepar capta 1,2 mil litros de água por segundo do Rio Tibagi e 650 litros por segundo do Ribeirão Cafezal. Os reservatórios de Londrina posssuem capacidade de reservar 54,4 milhões de litros e os de Cambé, 11,3 milhões de litros. Nos dois municípios, que totalizam 137,5 mil ligações de água, são consumidos 160 milhões de litros por dia.


