Segundo a Sanepar, o acúmulo de algas na Represa do Passaúna já foi controlado e a qualidade da água que abastece a população está garantida. A empresa divulgou que as algas que proliferaram na represa na semana passada, causando alterações no sabor e odor da água, não eram tóxicas e não representavam riscos para a população. No entanto, os moradores ainda estão com receio de beber a água tratada pela Sanepar.
O agricultor Augusto Gsutenko, que mora há 15 anos no local, lembra que há pouco mais de um ano, bois e cavalos de sua propriedade, nas margens do Passaúna, teriam sido contaminados após beberem a água do córrego que deságua na represa e morreram. ‘‘Agora só utilizamos água tirada do poço que construímos’’.
Mesmo com os riscos, muitos moradores pescam na represa, a poucos metros de onde o esgoto é despejado. ‘‘Pescamos aqui para dar de comer as nossas famílias’’, diz o segurança Antônio dos Santos. A dona de casa Rosane Aparecida de Oliveira, moradora de uma área de invasão, diz que a população da região também sofre com a falta de abastecimento.(K.M.)

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