Sandra Regina, uma funcionária que é exemplar
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segunda-feira, 09 de junho de 1997
Da Redação 
Marcos BorgesSandra no McDonalds: eficientePioneiros na contratação de portadores de deficiências para seu quadro de funcionários, os franqueados do McDonalds de Londrina e Curitiba, já conseguiram multiplicar sua ação. George Hiraiwa, franqueado da loja do McDonalds no Catuaí Shopping Center, informou ontem que, desde a primeira contratação, há três anos, outras dez franqueadas do País seguiram o exemplo. Há três anos, o McDonalds do Catuaí conta com o serviço de Sandra Regina Gabriel, 20 anos, portadora da síndrome de Down.
Não tenho receio em afirmar que a Sandra está entre os nossos melhores funcionários. Além da eficiência no trabalho, ela traz uma alegria e otimismo inigualáveis para o nosso dia-a-dia, diz Hiraiwa. Mais gratificante ainda foi ver Sandra participando da formação dos funcionários que irão trabalhar na nova unidade do McDonalds, na avenida Higienópolis.
Parcerias de empresas de sucesso e de credibilidade, como o colégio Maxi e o McDonalds, têm tudo para comprovar que a integração dos portadores de deficiências ao mercado de trabalho é viável, eficaz e só depende de boa vontade, enfatiza o empresário. A diretora técnica da Apae, Ana Cássia Cestari, diz que muitas pessoas ainda vêem o excepcional como um incapacitado para o trabalho. Derrubar esse preconceito tem sido um dos grandes desafios da Apae.
Além da educação voltada para viabilizar a sua integração ao meio social e familiar, a Apae oferece um programa profissionalizante para aprendizes com mais de 14 anos. Os alunos aprendem a confeccionar brinquedos pedagógicos em madeira, cavaletes para quadros, prateleiras de vários tamanhos e artesanato.
Atualmente, diz Ana Cássia Cestari, cerca de dez aprendizes atuam em empresas da cidade, como o McDonalds, a SS Plásticos e a Refresco Saci. A própria escola tem, entre seus funcionários, cinco ex-alunos. A Apae de Londrina atende hoje 232 alunos portadores de deficiência mental. Mas a demanda é maior: 76 crianças carentes esperam na fila por uma vaga. A ampliação da entidade é uma das prioridades da Apae. Mas por enquanto não há recursos.
(Célia Baroni)


