Samuzinho deve ser um projeto contínuo
Londrina - A técnica auxiliar de regulação médica do Samu, Renata Stein, é uma das atendentes que recebe ligações de situações "fictícias" com frequência. E os trotes, segundo ela, são aplicados principalmente por crianças. E os meses que mais registram trotes coincidem com as férias escolares. "Nós temos quatro linhas abertas e às vezes ficamos com duas delas ocupadas porque ao passar uma situação para um médico, muitas vezes não se consegue fazer isso na hora e ficamos com a ligação presa. Se essas duas linhas ficarem recebendo trotes, a gente não consegue atender a urgência que está na rua", lamenta.
Renata destaca que há também casos de pessoas com problemas psicológicos, que ligam para espantar a solidão, e quem telefone apenas para falar obscenidades. Algumas dessas pessoas chegam a ligar 30 vezes ao dia.
De acordo com a enfermeira do NEU, Renata Morais Alves, o serviço já promoveu ações pontuais de conscientização contra trotes. "Entendemos que o Samuzinho deve ser um projeto contínuo, pois as crianças crescem e outras devem receber essa mesma orientação. Queremos que o projeto se estruture e se mantenha para atender as escolas durante o ano inteiro", salienta.
Ela destaca que o projeto Samuzinho funciona de forma contínua em outros municípios, como Ribeirão Preto, no interior paulista. "O atendimento lá é diferente do que adotaremos aqui. Eles atendem no fim de semana, enquanto aqui faremos o projeto em horário escolar", compara. "Os alunos aprenderão como realizar os primeiros socorros e entenderão o que é urgência e emergência", enfatiza.(V.O.)





