Samu faz atendimento durante a inauguração
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terça-feira, 14 de setembro de 2004
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
A doméstica Vera Lúcia da Cruz, de 43 anos, foi a primeira moradora de Londrina a fazer uso do Serviço de Atendimento Móvel Emergencial (Samu), lançado oficialmente ontem. Durante a solenidade, que contou com a participação do ministro da saúde, Humberto Costa, a doméstica, que havia ido à Câmara de vereadores para pedir um inalador, sofreu uma crise asmática. Ela foi atendida por uma equipe do Samu, medicada e levada para a Santa Casa.
Além de serviços comuns ao atendimento emergencial, como no caso de Vera Lúcia, o Samu, que começa a funcionar a partir da próxima segunda-feira, também vai gerenciar o encaminhamento de pacientes e a ocupação de leitos de enfermaria e Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), das cidades de Londrina, Cambé e Ibiporã. Segundo o secretário municipal de saúde, Silvio Fernandes, para isso foram contratados 86 profissionais. O ministério investiu cerca de R$ 1 milhão na compra de oito ambulâncias e instalação da infra-estrutura na cidade.
''Para a manutenção do serviço, o ministério vai fazer o repasse de R$ 150 mil mensais. Outros R$ 150 mil serão custeados pelo município e Estado em partes iguais'', explicou Fernandes. No Estado, a promessa do ministério é de que até o ano que vem mais quatro unidades do Samu sejam implantadas em regiões distintas.
''O atendimento será realizado na atual sede do Transporte Emergencial Centralizado (TEC) e com o mesmo telefone do Siate, o 192. A equipe do Samu é que vai definir que grupo profissional vai prestar socorro às emergências'', explicou Antônio César Marson, coordenador do Samu em Londrina. Ele destacou ainda que o 193, do Siate, vai continuar a funcionar.
Segundo o ministro da sa© úde, a equipe do Samu de Londrina também deve trabalhar de forma integrada com a Polícia Rodoviária Federal a partir do próximo ano, ampliando o número de pessoas atendidas pelo programa. ''Já temos 167 cidades atendidas em todo o País e a meta é chegar a mil até o final deste ano, cobrindo um grupo populacional superior a 120 milhões de pessoas'', disse Costa.
Inicialmente trabalhando de forma integrada com a Central de Leitos da 17 Regional de Saúde, o Samu é citado pelas gestões municipal e estadual de saúde como um importante reforço na ocupação racional de leitos de UTI, problema crônico do sistema de saúde de Londrina.
A ampliação do número de quartos de UTI credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a curto prazo, no entanto, foi descartada pelo diretor de Sistemas de Saúde da secretaria estadual, Gilberto Martin. ''Já conseguimos o credenciamento de 11 leitos e mais 43 estão em fase de análise de documentação pelo ministério, o que deve ser concluído até o final deste mês'', afirmou Martin. Segundo o diretor, Londrina não está incluída no cronograma de ampliação de leitos dentro desta nova expansão. Ele considerou o número de leitos de UTI em Londrina ''razoável''.


