Samu começa a funcionar este mês
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terça-feira, 31 de agosto de 2004
Karla Matida <br>Reportagem Local 
As garagens da Prefeitura de Londrina estão com veículos novos desde o início da semana. São oito ambulâncias enviadas pelo Governo Federal que irão funcionar pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). De acordo com o secretário municipal de Sa© úde, Silvio Fernandes, o serviço deverá ter início ainda este mês.''Os profissionais já foram selecionados e hoje (ontem) estão passando pelos exames pré-admissionais. Na segunda, já estarão em treinamento'', explica Fernandes.
São 86 funcionários, divididos entre 14 médicos, 10 enfermeiros, 30 auxiliares de enfermagem, 20 motoristas e 12 cargos administrativos. Os profissionais de saúde terão treinamento específico durante cerca de uma semana, a partir da semana que vem. ''É provável que o serviço comece a funcionar no dia 15, mas ainda vamos definir a data'', avisa o secretário.
''O Samu tem três objetivos. O primeiro é o atendimento para casos de urgência como enfarte e mal súbito. Pelo telefone 192, o usuário vai ligar para o Samu e os profissionais vão fazer o encaminhamento'', afirma Fernandes. O segundo objetivo do serviço é reorganizar os leitos da cidade com a participação de um médico, que irá orientar o encaminhamento dos pacientes.
''Atualmente, a atuação da Central de Leitos é incompleta pela falta de médicos. Com a Central de Regulação do Samu, o serviço será potencializado'', completa. O terceiro objetivo é criar um núcleo de emergência que vai treinar e capacitar permanentemente os profissionais envolvidos.
O Samu, segundo o secretário, vai integrar o Sistema de Atendimento ao Trauma e Emergência (Siate) e o Transporte Emergencial Centralizado (TEC). Fernandes lembra que telefone 193, do Corpo de Bombeiros e usado também para acionar o Siate, não será desativado. ''Os casos de atendimento à saúde com origem pelo 193 serão repassados à Central de Regulação'', afirma.
Das oito ambulâncias, seis ficam em Londrina e as outras duas irão para Cambé e Ibiporã. Em Londrina, segundo o secretário Silvio Fermandes, foram investidos R$ 1 milhão para a implementação do serviço, com recursos federais. ''Já o custeio será dividido entre o governo federal (50%), o município (25%) e o Estado (25%)'', diz. Os custos mensais com o Samu estão estimados em cerca de R$ 230 mil.
De acordo com números do Governo Federal, em todo o País são 21 Samu atendendo 29,3 milhões de pessoas em 95 municípios. O Ministério da Sa© úde acredita que até o final do ano 118 milhões de pessoas serão atendidas em 1.700 municípios.


