Os 80 profissionais que irão trabalhar no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já foram selecionados e iniciarão um treinamento no próximo dia 1º. Com isso, o serviço deve entrar em funcionamento na metade de setembro. As informações são do secretário de Saúde de Londrina, Sílvio Fernandes, que acredita que o Samu vai atenuar o problema da superlotação nos hospitais da cidade.
O Samu é um programa federal, criado com a finalidade de regular o atendimento de emergência e distribuir os pacientes para os locais mais adequados. Os custos são divididos entre governo federal (50%), Estado (25%) e municípios (25%), estes últimos responsáveis pela coordenação do serviço. De acordo com Fernandes, uma central de regulação funcionará 24 horas por dia, unificando o Samu, o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma (Siate) e o Transporte Emergencial Centralizado (TEC).
''Diante de qualquer caso grave ou urgência, a central é acionada, a equipe de plantão orienta o procedimento, e libera a ambulância'', explicou. Hoje, locais como o Hospital Universitário (HU) de Londrina recebem muitos pacientes que poderiam ser atendidos em unidades menores, mas que acabam lotando o hospital por falta de orientação.
A previsão do secretário é que até amanhã as oito ambulâncias adquiridas especialmente para esse serviço cheguem a Londrina. Seis ficarão na cidade, enquanto as outras duas serão destinadas a Cambé (13 km ao oeste de Londrina) e Ibiporã (14 km a leste de Londrina). Entre os profissionais que serão treinados para trabalhar no Samu, estão médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e motoristas. ''A partir do treinamento, em no máximo duas semanas o programa deve estar funcionando'', declarou Fernandes.
Sobre a crise do HU, o secretário comentou que o Conselho Municipal de Saúde não aceitou, por hora, a proposta do hospital de só atender pacientes referenciados. A última reunião do Conselho foi realizada anteontem à noite. Fernandes avaliou que o HU só poderia restringir o atendimento caso houvesse outras medidas paralelas, como o aumento do número de médicos em hospitais como os da Zona Norte (HZN) e Zona Sul (HZS).
Outro tema destacado na reunião foi a defasagem da estrutura da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital Evangélico (HE) de Londrina. O secretário municipal de Saúde disse que já encaminhou um pedido formal ao Estado para compra de equipamentos para o HE, e que hoje iria pessoalmente a Curitiba para confirmar a solicitação.

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