Samu centralizará vagas para evitar superlotação
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quinta-feira, 15 de julho de 2004
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Assunto recorrente durante a semana no Hospital Universitário (HU) e, nos últimos anos, na rede hospitalar de Londrina, a superlotação dos leitos de Pronto-Socorro (PS) dificilmente deve ter uma solução ainda este mês. A previsão de representantes da Saúde no município é que o problema comece a ser contornado somente em agosto, para quando está prevista a implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que será responsável pela regulação no atendimento e pela distribuição dos pacientes ao local adequado, conforme a necessidade.
O anúncio do serviço como ponto crucial para o problema da superlotação foi o centro das atenções na reunião do Comitê Gestor da Crise Hospitalar em Londrina, ontem à tarde, na Maternidade Municipal. Essa foi a segunda vez que o grupo composto por 40 entidades ligadas à Saúde se reuniu para estabelecer estratégias, desde o dia 24 de junho.
Permeado por debates quanto ao excesso de pacientes encaminhado a PSs em vez de a Unidades Básicas de Sá© ude (UBSs) ou a hospitais de alta compexidade, em vez dos de média, o encontro criou quatro comissões que começam na segunda-feira o trabalho de campo para elaborar as propostas a serem apresentadas na próxima reunião do Comitê, no dia 19 de agosto.
De acordo com a diretora executiva da Secretaria Municipal de Saúde, Margaret Shimiti, um dos grupos visitará, na segunda-feira, as instalações do ambulatório do Alto da Colina, onde podem ser criados emergencialmente 30 leitos de PS. Outro, afirmou, avaliará como anda a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neo-natal do HU ''porque a falta de vagas lá também é motivo de inchaço no PS'', justificou , enquanto uma equipe será responsável pela coleta de informações sobre as atividades da Central de Vagas do Município e da Central Reguladora do Estado. ''Cada um fará um relatório com sugestões de solução para os problemas encontrados'', disse.
''As pessoas precisam criar a mentalidade de deixar os PSs. Quando eles não estiverem superlotados, é sinal de que os outros serviços estão dando conta da demanda'', avaliou.
Já a quarta comissão, resultado de parceria entre a 17 Regional de Saúde e o Município, terá a missão de fazer uma espécie de auditoria na rede de serviço para avaliar quem e onde está sendo atendido. ''Haverá coleta de dados a avaliação de diagnóstico e fluxo dos internados'', explicou o diretor de serviços especiais da Secretaria, Sérgio Canavesi. Para a chefe da Regional, Vânia Gutierrez, esse é um caminho importante para desafogar a rede. ''Londrina tem vagas suficientes, mas precisa racionalizá-las'', defendeu.
Segundo Margaret, o Samu funcionará em um prédio ao lado da Secretaria e já está com as equipes (terceirizadas) em fase de seleção. ''Aguardamos do Ministério da Saúde os recursos para custeio e equipamentos, porque os das oito ambulâncias já vieram. Chegando os veículos, atenderemos em 15 dias'', garantiu.


