Samu aposta na conscientização para reduzir trotes
O Núcleo de Educação em Urgência (NEU) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Londrina pretende fazer do projeto Samuzinho uma iniciativa modelo para conscientizar crianças e adolescentes, de escolas públicas e privadas, sobre como funciona o trabalho. A meta principal é reduzir o número de trotes recebidos pelo serviço.
Para isso, o NEU vai firmar parcerias com acadêmicos de Enfermagem de diversas universidades que têm convênio com a Prefeitura. Os alunos dessas instituições de ensino superior receberão treinamento e serão divididos em grupos que vão fazer trabalhos de conscientização nas escolas de ensino fundamental, atendendo um público de 8 a 12 anos. A primeira reunião está marcada para sexta-feira.
A técnica auxiliar de regulação médica do Samu, Renata Stein, é uma das atendentes que recebe ligações de situações "fictícias" com frequência. E os trotes, segundo ela, são aplicados principalmente por crianças. Os meses que mais registram trotes coincidem com as férias escolares. "Nós temos quatro linhas abertas e às vezes ficamos com duas delas ocupadas porque ao passar uma situação para um médico, muitas vezes não se consegue fazer isso na hora e ficamos com a ligação presa. Se essas duas linhas ficarem recebendo trotes, a gente não consegue atender a urgência que está na rua", lamenta.
Renata destaca que há também casos de pessoas com problemas psicológicos, que ligam para espantar a solidão, e quem telefone apenas para falar obscenidades. Algumas dessas pessoas chegam a ligar 30 vezes ao dia.
-O projeto piloto deve ser implantado até junho. O treinamento das equipes vai começar na segunda quinzena deste mês
-No ano passado, o Samu recebeu 3.304 trotes
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





