Salvamento exige preparo e técnica
Salvar uma pessoa de um afogamento é uma operação muito arriscada, que requer técnicas apropriadas e todo um preparo da parte de quem vai se arriscar na água. Por isso, o trabalho é feito por profissionais treinados.
Para integrar a corporação do Corpo de Bombeiros, por exemplo, são exigidas 90 horas de curso de formação de soldado com treinamento de técnicas específicas de salvamento em várias situações. Também é realizado curso específico de guarda-vidas, onde estão previstas várias situações, dentro e fora da água.
Mesmo com todo o preparo, soldados do Corpo de Bombeiros muitas vezes enfrentam situações difíceis, a maioria por causa do desespero das vítimas. ''Em casos de pessoas leigas, o desespero da vítima faz com que ela se agarre em quem está salvando. Um puxa o outro para baixo. Um afoga o outro'', alerta o tenente do Corpo de Bombeiros de Londrina, Rodrigo Nakamura.
De acordo com Nakamura, a primeira recomendação para a pessoa que se vê numa situação como essa e não tem como acionar os Bombeiros é não entrar na água. ''Se a pessoa não souber nadar, não deve se arriscar, de jeito nenhum''.
Se a pessoa souber nadar, a orientação é levar até o local do afogamento algum material onde ela possa se apoiar e se manter na superfície. Nunca tentar segurá-la. ''São dicas simples, mas que ajudam e muito a salvar vidas''.
Entre as medidas, o tenente orienta pegar duas garrafas peti de dois litros, vazias e fechadas, que devem ser amarradas uma na outra e levadas até o local onde a pessoa está se afogando. ''A pessoa pode se apoiar nessas garrafas, que vai conseguir se manter na superfície''. Outra dica é levar até a vítima um pedaço de isopor, que também dará o mesmo efeito da garrafa.
No caso de Vinicius e do tio Ricardo, o tenente acredita que ambos tiveram muita sorte em saírem vivos. ''Foi um caso de muita sorte, mas que não deve ser arriscado por ninguém''.





