Salvamento aquático exige cuidados
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domingo, 13 de novembro de 2005
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Uma pessoa cai de um barco no meio de um rio e está se afogando. Quem for salvá-la, deve saber dos riscos dessa ação, por isso é importante tomar alguns cuidados. Jogar o colete salva-vidas, conduzir o barco corretamente até a pessoa e saber como retirá-la da água, são alguns cuidados básicos que não devem ser esquecidos.
Essas foram algumas das orientações que oficiais do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, Florestal e do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) de Londrina e região, receberam durante o Estágio Básico para Servidor Público, realizado pela Marinha do Brasil.
O curso que terminou ontem, ocorreu em quatro dias, no Iate Clube de Londrina. Além de aulas teóricas sobre socorros de urgência na água, foram realizadas aulas práticas com barcos, técnicas de salvamento aquático e teste para retirada de habilitação para conduzir barcos.
Segundo com o capitão José Faustino de Paula, da Delegacia Fluvial de Guaíra, quatro oficiais da marinha ministraram o curso para duas turmas, que totalizou 87 pessoas.
''É um treinamento voltado a servidores públicos que usam embarcações. Eles aprendem noções básicas de navegação, segurança da embarcação, procedimentos quanto aos coletes salva-vidas e como fazer os nós de marinheiro. Ao término do curso estão aptos à conduzir barcos'', disse.
No penúltimo dia do curso, também foi realizado um teste para avaliar se a pessoa está apta a retirar a habilitação ou não. Além de verificar se o condutor sabe pilotar e atracar (estacionar) o barco, o teste avaliou também se o condutor aprendeu a fazer os nós.
''Existem vários tipos de nós. Nas provas eles tem que saber fazer pelo menos cinco nós e dar os nomes corretos de cada um. O nó é importante para diversos procedimentos, como prender o barco corretamente'', comentou o capitão.
Para o soldado do 5º Batalhão da Polícia Militar, Sérgio Massahiro Mon-ma, o curso foi muito proveitoso. Segundo ele, apesar de fazer parte da corporação há sete anos na área, são raras as vezes em que é escalado para atender alguma ocorrência que envolvem afogamentos.
''Eu não tinha noção nenhuma a respeito das ativiades em água. Agora estou preparado para atender qualquer missão específica de afogamento ou algo parecido'', comentou Mon-ma.
Já para o comandante do Corpo de Bombeiros de Ibiporã, tenente Roberto Geraldo Coelho, que atua há 16 anos na corporação, as aulas teóricas foram ainda mais proveitosas.
''A parte de legislação do rio, sobre navegação e os procedimentos de como devemos conduzir o barco corretamente, foi muito interessante. É comum atendermos afogamento no rio Tibagi, por isso essas instruções são muito importantes'', ressaltou Coelho.


