Saltos e cachoeiras atraem os turistas
Viajar durante as férias de Verão nem sempre é possível. Mas nem por isso a diversão precisa ser deixada de lado. Em Ponta Grossa, a cerca de 30 quilômetros do centro da cidade é possível encontrar uma diversidade de cachoeiras e saltos que são um verdadeiro convite ao lazer.
Saindo do centro em direção ao distrito de Itaiacoca pela PR-513, o turista encontra o Capão da Onça. Para chegar ao local são 16 quilômetros de estrada asfaltada e um quilômetro de estrada secundária, de terra. Os atrativos no Capão da Onça são as cachoeiras e corredeiras. Como o acesso é fácil, todo final de semana o Capão da Onça recebe cerca de dois mil visitantes, que se deliciam nas suas águas.
Seguindo viagem pela mesma rodovia, a PR-513, dois quilômetros adiante o turista entra em outra via secundária e depois de oito quilômetros de estrada de terra batida chega ao Buraco do Padre, um dos pontos mais bonitos da natureza em Ponta Grossa. É como um anfiteatro subterrâneo onde, em seu interior penetra o Rio Quebra Perna. O rio se precipita em uma cascata que jorra das paredes de uma altura aproximada de 30 metros. As paredes passam de 40 metros de altura, com 30 metros de diâmetro.
O local possui trilhas e caminhos, possibilitando a prática do trekking (trilha) por entre a mata nativa. É, sem dúvida, uma das maiores curiosidades geológicas de Ponta Grossa. O Buraco do Padre recebeu esse nome por causa dos jesuítas que lá estiveram. Eles tinham a missão de converter almas para o Cristianismo, principalmente as das terras novas das Américas. Nos Campos Gerais, trabalhavam com os índios da tradição Umbu.
Os padres jesuítas tinham o costume de se dirigir ao alto do platô, para concentração e meditação, ou simplesmente para descanso. Os índios, então, batizaram o local de Buraco do Padre. Algumas curiosidades e crenças cercam o local; conta a história que em algum lugar próximo existe ouro enterrado. Esta crença dá-se ao fato de os jesuítas terem fugido às pressas da região. O Marquês de Pombal, que exercia influência sobre o rei, aconselhou-o a expulsar os integrantes da Ordem Jesuítica do Brasil, alegando que, pelo seu alto grau de conhecimento, poderiam amotinar os índios contra a coroa, criando uma rebelião.
Retornando à PR-513, dois quilômetros adiante o turista encontra o Recanto do Botuquara, propriedade particular que oferece pedalinhos e bicicletas aquáticas. A barragem que originou o lago artificial foi construída em 1976 e tem uma área de 30 mil metros quadrados e até três metros de profundidade. Contornando este lago existe um bosque com trilhas, onde se pode praticar o trekking, ouvindo o som das cascatas que possuem toboáguas nos quais crianças e adultos se divertem.
Os usuários são associados, mas o recanto também é aberto a visitantes. A entrada custa R$ 5,00 e para acampar o turista paga uma taxa adicional de R$ 3,00. O local tem ainda lanchonete e churrasqueiras à disposição do visitante.





