Salto sobre o mar dificulta avaliar altitude
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de setembro de 1997
Giovani Ferreira 
Ponta Grossa
Para o pontagrossense Marcos Mikulis, que já foi aluno da Prisma e tem participado de vários saltos promovidos pela escola como operador de câmera de vídeo, a morte dos pára-quedistas em Guaratuba não aconteceu por afogamento, mas sim pelo impacto dos corpos na água. Na avaliação de Mikulis, ao perceber que estavam afastando-se demais da costa, os pará-quedistas devem ter desconectado os pará-quedas em uma altura muito elevada.
De acordo com Mikulis, quando se salta sobre o mar fica difícil ter uma noção exata da altitude, o que deve ter levado os pará-quedistas a tomarem um procedimento precipitado, desconectando os pará-quedas antes do tempo. Mikulis descarta a possibilidade de afogamento, justificando que os pará-quedistas poderiam ter usado o próprio pará-quedas para flutuar em alto mar.
Não existe nenhum culpado, uma vez que o procedimento normal deve ter sido cumprido, com a avaliação do vento antes dos saltos. Essas mudanças repentinas, como aconteceu no domingo, são muito difíceis de acontecer e também são imprevisíveis, disse Mikulis.
A Escola Prisma de Pará-quedismo utiliza vários municípios do Paraná como área de saltos, fugindo do tráfego aéreo de Curitiba. Em Ponta Grossa, por exemplo, onde a Prisma já teve vários alunos, os saltos acontecem quase todo final de semana.


