O sol de outono brilha em Londrina como se fosse uma tarde de alto verão. Há filas nas sorveterias e as pessoas suam no Calçadão à procura de uma loja com ar-condicionado. Do office-boy ao executivo de terno e gravata, o desejo é o mesmo ao olhar pela janela: um refrescante mergulho na água azul da piscina. Há meninos que o realizam na água quase marrom do Lago Igapó, onde poucos são os locais permitidos para banho e menos ainda devem ser os trechos em que a água é apropriada para nadar. Mas quem liga se no mergulho vai se deparar com garrafas e sacos plásticos, latinhas, peixes mortos e outros bichos invisíveis aos olhos, mas perceptíveis, depois, na pele ou em um exame clínico? (Adriana De Cunto)

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