A criação de búfalos em três fazendas de Guaraqueçaba quase comprometeu o equilíbrio ambiental de uma região onde foram identificadas 350 espécies de árvores, 80 de mamíferos e 38 de peixes de água doce. As riquezas naturais começaram a ser descobertas a partir de 1994 quando a empresa de cosméticos O Boticário, de São José Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), comprou as propriedades para criar uma unidade de conservação particular. Surgia a Reserva Natural Salto Morato.
Em média, a reserva recebe cerca de 8 mil visitantes por ano. Além do turismo ecológico, o projeto já formou mais de 300 pessoas de 23 Estados do País para atuar como guardas ambientais e planejadores de unidades de conservação. Num estudo da Universidade da Paz, da Costa Rica, a Salto Morato foi a que melhor se saiu no setor de manejo dos recursos naturias.
O diretor-técnico da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, Miguel Milano, informa que já foram aplicados US$ 1,7 milhão em sete anos de existência da reserva. Parte dos recursos foi usada para incentivar 34 famílias da região a abandonar a exploração ilegal de palmito, uma árvore ameaçada de extinção. As famílias passaram a produzir cestas artesanais que embalam os cosméticos fabricados pela empresa.
‘‘Antes do projeto, a renda familiar dos moradores era de R$ 70,00. Hoje, as mesmas famílias chegam a ganhar entre R$ 350,00 e R$ 400,00’’, diz Milano. (D.V.)

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