O ministro das Minas e Energia, Raimundo Brito, disse ontem durante a inauguração da Hidrelétrica de Salto Caxias, no Rio Iguaçu, entre os municípios de Capitão Leônidas Marques e Nova Prata do Iguaçu (Sudoeste do Estado), que até 2003 a capacidade instalada de energia no País estará ampliada em mais 32 mil megawatts, somando hidro e termoelétricas e considerando investimentos iniciados em 1994, o que representará 60% além da capacidade que existirá na época.
Segundo Brito, a ampliação ocorrerá devido a empreendimentos como o de Caxias e com investimentos globais de U$ 15 bilhões, dos quais U$ 11 bilhões da iniciativa privada. O ministro lembrou que até 1995 o País convivia com o risco de racionamento, que hoje está afastado, e a preocupação principal é eliminar ‘‘gargalos’’ no sistema de transmissão de Furnas, por exemplo, que está instalando 330 quilômetros de uma nova linha para distribuir a energia de Itaipu.
A contribuição de Salto Caxias também foi ressaltada pelo governador Jaime Lerner (PFL), para quem a hidrelétrica é ‘‘uma das obras mais importantes do País na atualidade’’ e ajuda a consolidar o Estado como grande produtor de energia do País’’ . Lerner lembrou que Caxias foi iniciada em seu governo e nele será completada, no final do ano, quando iniciará a geração de energia.
O governador frisou ainda que o Paraná deixou a condição de exportador de energia para produzir riquezas em outros estados, e a retém agora ‘‘para gerar riquezas e empregos aqui mesmo’’. Em uma das cabeceiras da barragem de Caxias, onde ocorreram os atos inaugurais, o governador quebrou o protocolo para uma homenagem aos barrageiros que faziam o trabalho de acabamento em uma das faces da muralha.
Lerner pediu que autoridades e convidados assobiassem para chamar a atenção dos operários, distantes cerca de 300 metros, e quando eles ouviram os assobios o governador pediu aos presentes que lhes endereçassem uma salva de palmas pela ‘‘inestimável contribuição que dão a obra, inclusive com antecipação do cronograma’’.
A barragem foi concluída 90 dias antes do previsto, o que se deve a turnos ininterruptos de trabalho e ao uso da tecnologia do Concreto Compactado a Rolo, que dispensa ferragens e oferece outras facilidades em relação ao concreto tradicional.
O governador inaugurou a barragem dois dias antes do prazo legal para este tipo de evento para detentores de cargos do Executivo que concorrerão à reeleicão. Ele disse que saberá ‘‘diferenciar as ações administrativas daquelas própias da política’’. Por isso, inclusive, afirmou não ter pensado em seguir o exemplo dos governadores de São Paulo e Rio Grande do Sul, que se desincompatibilizarão dos cargos para concorrer à reeleição. ‘‘Há situações específicas em cada estado, e além disto a maioria dos governadores entende que não há problema em permanecer no cargo’’, disse.

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