Salto Caxias aumenta potencial em 30%
A Copel inaugura amanhã a hidrelétrica de Salto Caxias, no município de Capitão Leônidas Marques, a 650 km a oeste de Curitiba. Com a operação dessa unidade, a estatal aumenta em mais de 30% o seu potencial energético. Quando estiver em pleno funcionamento, a usina sozinha poderá atender a um terço da demanda paranaense, que este ano deve superar 18.413 GWh (gigawatts hora). Participam da cerimônia o presidente Fernando Henrique Cardoso e o ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho Neto.
O funcionamento de Salto Caxias é estratégico para o Estado, tanto para atendimento da demanda futuro como para o abastecimento do mercado nacional, informa o coordenador de planejamento da empresa, Antônio Geraldo Mendes. Hoje, as usinas instaladas no Paraná, incluíndo as da Copel, Cesp (Companhia Paulista de Energia Elétrica) e a Itaipu, fornecem 35% do que é consumido nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que utilizam quase 60% da produção nacional.
No ano passado, foram gerados no Estado 83 mil GWh. Deste total, 48 mil GWh foram produzidos por Itaipu e o restante é a soma da geração de usinas da Copel, unidades autoprodutoras e Cesp - que estão em rios limítrofes. Do montante das usinas da Copel, a produção atingiu a 17 mil GWh. Com isso, a empresa obteve com a comercialização de energia quase a metade do faturamento, que foi superior R$ 400 milhões.
Para 1999, a Copel planeja vender 20% da energia gerada por suas usinas para outros estados, comercializando quase 3 mil GWh. O fornecimento pode aumentar conforme a demanda nacional, informa. Mendes prefere não detalhar em quanto seria ampliado o fornecimento, por ser um dado estratégico para empresa, já que cada 1 MWh representa o pagamento de R$ 35,00.
A príncipio, as sobras de energia do Estado devem acompanhar o crescimento do consumo estadual e do País. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), indicam que o consumo nacional de energia vai crescer mesmo com a possibilidade de queda do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com a engenheira elétrica da Copel, Margarete Piazetta, esta situação se deve ao crescimento vegetativo e que as empresas, mesmo reduzindo pessoal, não devem paralisar máquinas.
No Paraná, o aumento de energia deve variar entre 6,6%, este ano. Estes dados já levam em conta a redução da atividade econômica do Estado e do Brasil, afirma. Este cenário é o médio e prevê o consumo até o ano de 2.003. No entanto, na melhor hipótese, o crescimento será de 8% e, na pior, de 4,5%.
Margarete explica que o aumento do consumo estadual vai se centralizar nas regiões metropolitanas, pela demanda da população, e nos centros que receberam novas empresas. Ela cita que as indústrias automotivas e as empresas satélites que vão se tornar os maiores clientes da Copel a médio prazo.





