À primeira vista é a altura que impressiona. São 116 metros em queda livre, batendo no paredão, e o impacto é chocante. O Salto Apucaraninha, formado no rio do mesmo nome, fica na reserva indígena dos caingangues, em Tamarana, e oferece um espetáculo de pura beleza. Bonito por natureza, o salto, que na língua caingangue é chamado de ‘‘krog’’, é uma boa opção para quem não pode viajar nas férias de Verão.
Na área do salto há uma turbina remanescente da usina hidrelétrica que foi inaugurada em 1949. Para visitar o salto é preciso autorização por escrito da Fundação Nacional do Índio (Funai). O visitante pode ficar no local somente um dia, mas não é autorizado a acampar na reserva. Para percorrer o rio e chegar perto da cachoeira é preciso estar em forma. A caminhada exige fôlego e paciência, mas a visão que se tem da base do salto recompensa o esforço. Quem preferir não descer o rio pode apreciar o salto do mirante.
As escarpas e a mata que cobre a região formam um conjunto harmonioso, ideal para quem procura um contato mais direto com a natureza. Bromélias e orquídeas estão por toda a parte, mas é proibido colhê-las. Exemplares dessas flores podem ser adquiridas dos indígenas no próprio local.
Exemplos de harmonia não faltam na reserva. Crianças indígenas nadam na barragem que fica acima do salto. A naturalidade com que elas brincam na água mostram a relação especial que os indígenas têm com o meio ambiente.
Com o sol forte o visitante não deve se esquecer de levar protetor solar e chapéu. A caminhada pelas margens do Rio Apucaraninha exige um bom par de tênis e garrafas de água, que não devem ser deixadas no rio. A Funai não se responsabiliza por acidentes com os visitantes. (M.B.)

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