Saliba dá posse a membros da Agenlon
Érika Pelegrino
De Londrina
A secretária Estadual de Educação, Alcyone Saliba, esteve em Londrina participando da posse da diretoria da Associação dos Gestores do Núcleo Regional de Educação de Londrina (Agenlon), que aconteceu ontem. Ela aproveitou para fazer uma reunião com os diretores das escolas estaduais de Londrina e região.
A tônica da conversa foi praticamente a mesma do encontro em fevereiro passado, que frustrou os diretores: reconhecimento das dificuldades enfrentadas pelas escolas e falta de condições financeiras para saná-las.
Hoje, segundo o diretor do Colégio Estadual Maria do Rosário Castaldi, Carlos Augusto Genez, a principal dificuldade enfrentada pelas escolas estaduais - 2.160 no Paraná, 72 em Londrina - é a falta de dinheiro para os gastos rotineiros. As escolas recebem uma verba mensal do Fundo Rotativo para manutenção e compra de materiais - papel, material de limpeza e higiene, pequenos reparos - cujo valor é proporcional ao número de alunos da 5ª a 8ª série.
Genez afirma que a média recebida pelas escolas de Londrina varia de R$ 0,40 a R$ 0,50 aluno/mês, valor que cobre apenas de 20% a 30% dos gastos mensais. Para chegarmos aos 100% temos que recorrer à comunidade, que atualmente também não tem condições de ajudar, afirma. Na prática, hoje, as escolas tentam passar o mês sem cobrir os 100% de gastos. Isto significa prejuízo para a qualidade de ensino. Temos que apertar os cintos e cortar gastos até em compra de papéis, complementa.
Segundo a secretária, que esteve na Redação da Folha, as escolas viveram um período de dificuldades entre agosto de 98 e janeiro de 99 porque a verba do Fundo Rotativo não foi repassada. O repasse voltou ao normal em fevereiro deste ano, acumulando a dívida do período de agosto a janeiro, que deverá ser sanada, segundo a secretária, a partir do próximo ano. Neste ano ainda não teremos dinheiro, afirma.
Também para o ano 2000 está prevista, segundo Saliba, a construção dos laboratórios para os cursos técnicos dos Institutos Tecnológicos de Curitiba, Cascavel e Londrina, que já estão funcionando e têm urgência dos laboratórios para as aulas práticas.
Outro ponto pendente da Secretaria Estadual de Educação para com as escolas do Paraná é a dívida de R$ 6 milhões do Programa de Expansão, Melhoria e Inovação do Ensino Médio no Paraná (Proem). Saliba afirma que, nos próximos dias, parte desta verba deverá ser repassada para as escolas.





